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terça-feira, 23 de abril de 2013

Escola Beatriz: uma escola aquém do Arco-Íris



Escola Beatriz:
uma escola aquém do Arco-Íris

10 anos do Curso de Formação
"Ler e escrever:
compromisso da escola,
compromisso de todas as áreas"
com Profa. Terezinha Bertin

"Certa vez eu ouvi alguém contar
Que 'aquém' sob arco-íris há um lugar
Onde o céu sempre azul nos faz sonhar...
Onde a gente consegue os sonhos realizar

Por isso quando a chuva
Tamborila na vidraça da janela
Eu olho o arco-íris na esperança
De encontrar visão tão bela

Onde o céu sempre azul nos faz sonhar...
Onde a gente consegue os sonhos realizar"

Versão adaptada em português de “Over the rainbow”
Cantada por Judy Garland no filme “O Mágico de Oz” (1939)
Música de Harold Arlen e letra de E.Y. Harburg

Curiosidades:

"The Wonderful Wizard of Oz" (O Maravilhoso Mágico de Oz) é um conto infantil de autoria de L. Frank Baum (1856/1012), lançado em 1900? Saiba mais clicando aqui e ali.

"O Mágico de Oz" é um filme de 1939, dirigido por Victor Fleming, e uma de suas músicas mais famosas, "Over the rainbow" intrepretada por Judy Garland, ganhou o Oscar de melhor canção original? Saiba mais clicando aqui.

Você sabia que Liza Minelli, filha da cantora Judy Garland (1922/1966), visitou Florianópolis nos anos 70? Saiba mais no CLIC RBS clicando aqui e ali.

"Oz, mágico e poderoso", versão de 2013 se baseia  no filme com Judy Garland (1939) foi lançado recentemente. Saiba mais dessa história clicando aqui.

Veja também a postagem no Blog do Beatriz (16/03/2013) sobre o filme "O Mágico de Oz", clicando aqui.

O Mágico de Triz vem aí...

sábado, 16 de março de 2013

Além do arco-íris...


"O Mágico de Oz" (1939) foi um dos primeiros filmes coloridos na história do cinema. Essa cena em que Dorothy (interpretada por Judy Garland) canta pela fazenda onde mora (com seu cachorrinho Totó) está em tons sépias. Quando eles chegam até Oz levados pelo tornado as cores mudam...

Lá, na Cidade das Esmeraldas, encontraram um Leão que queria ter Coragem; um espantalho que queria um Cérebro e, um Homem de Lata que queria um Coração. Dorothy e Totó queriam voltar pra casa. Assim, partem em busca do "Mágico de Oz" para lhe pedir isso tudo.

E, se aquém do arco-íris, na Escola, um tornado de lápis de cores te levasse a conhecer "O Mágico de Triz"? O que você pediria a ele?



Saiba mais sobre o filme "O Mágico de Oz" (1939) clicando aqui.

domingo, 18 de novembro de 2012

7ª. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em Florianópolis



7ª. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Florianópolis

Exibição de obras contemporâneas realizadas em países da América do Sul, com conteúdos relacionados aos Direitos Humanos. De 03 a 08 de Dezembro, no auditório do CESUSC. Rodovia SC 401 / Km 10 - Trevo Santo Antônio de Lisboa, com entrada franca.

Sob a produção local de Luiza Lins, a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul traz cinema, debates e bate-papos e coloca-se como uma grande possibilidade de trocas de conhecimento e aumento da percepção que se tem dos múltiplos cotidianos da nossa querida América do Sul, alimentando o aumento das possibilidades de atuação para a construção de novas realidades para seu povo.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, vinculada ao Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras. É realizada em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. 

Sendo a maior Mostra de cinema do gênero, no mundo, o evento é voltado a obras realizadas em países da América do Sul, cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como: Direitos das pessoas com deficiência; população LGBT/enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças e adolescentes; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; direitos humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; combate à tortura; democracia e Direitos Humanos; e situação prisional.

Mais de seis décadas depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nosso cotidiano ainda é, infelizmente, permeado pela luta de grupos e pessoas por condições dignas de vida, pela própria garantia de direito à vida, por justiça e contra humilhações. A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul leva para a tela a realidade contemporânea e promove o debate de todas estas questões importantes e emergentes.

Neste ano de 2012ª Mostra entra em sua 7ª edição e Florianópolis recebe a segunda edição do evento.


Pegue o folder com a programação do evento na Sala Informatizada da Escola Beatriz

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Excesso de medicação na infância preocupa especialistas


Debate para pais e professores

Excesso de medicação na infância preocupa especialistas

Por Redação, com RBA - de São Paulo
11/11/2012

A medicalização da educação e da sociedade é um processo que tem transformado em distúrbios passíveis de tratamento com terapias e medicamentos questões como emoções, sentimentos e comportamentos não aceitos socialmente. 

Distúrbios como o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH): cresceu a prescrição de medicamentos como o metilfenidato, cujo nome comercial é Ritalina, muito usado nesses casos.

O que preocupa é ainda não haver estudos suficientes sobre os problemas causados pelo uso prolongado da droga. E também: a falta de diálogo entre crianças, adolescentes, seus familiares e educadores esteja sendo substituído justamente por medicamentos como esse.

O  psicólogo Ricardo Taveiros Brasil, do coletivo interinstitucional Queixa Escolar diz queum exemplo muito comum do fenômeno é a dificuldade de pais e professores, hoje em dia, para educar as crianças. Em vez de irem à raiz dos problemas e suas explicações, passam a dizer que elas são portadoras de distúrbios de comportamento, de atenção, de aprendizado, de leitura e escrita “como se houvesse na realidade um distúrbio específico, neurológico, que comprometesse somente o aprendizado”, apontou. “No entanto, é preciso deixar bem claro que não estamos falando que isso acontece na Medicina como um todo e nem que somos contrários a toda forma de prescrição de medicamentos”, salientou. Os questionamentos contra a medicalização surgiram nos anos 1970 e 1980, com pesquisadores de diversas áreas, como filosofia, sociologia e até da própria medicina.

Outro exemplo é a confusão entre tristeza, luto e depressão – alardeada por setores da saúde mental e pela mídia como o ‘mal do século’. Conforme Ricardo, estão dando prazo para o sofrimento. Assim, o processo de luto de uma pessoa que perdeu um ente querido ou algo de muita importância é normal se durar 14 dias. A partir daí, se não melhorar, é depressão e é preciso entrar com medicação. ”Isso nos assusta. Do ponto de vista da Psicologia, o processo de luto é  singular. Como estabelecer prazos para a elaboração do luto, questionou. Ele menciona o livro O tempo e o cão – a atualidade das depressões, da psicanalista Maria Rita Kehl, na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise, no qual a autora pensa a depressão como sintoma social, de uma sociedade que exige felicidade, alegria em tempo integral, artificial, com as pessoas divulgando em redes sociais uma vida feliz o tempo inteiro.

Diz ainda que por trás do movimento da medicalização estão forças da sociedade e sobretudo um movimento da indústria farmacêutica voltado para isso. Fato, conforme Ricardo, mostrado no filme O Jardineiro Fiel, dirigido por Fernando Meirelles, que denuncia manobras da indústria de medicamentos para aprovar pesquisas e lança-los no mercado conforme seus próprios interesses comerciais. “Só que com o avanço das pesquisas em todas as áreas, a medicalização mostra-se cada vez mais polêmica e questionada inclusive no próprio campo da medicina”e.

O profissional, que atende crianças e adolescentes com dificuldades específicas na escola, adverte pais e educadores para que, antes de rotular quaisquer dificuldades de aprendizagem com este ou aquele distúrbio, devem avaliar e refletir o contexto como um todo. “O que está acontecendo dentro da escola e no sistema educacional que está dificultando que a criança aprenda aquilo que tem que aprender?”, questionou. Para ele, é preciso impor limites às crianças, ensinar, por ex., que não se pode fazer tudo o que se quer fazer. “A criança precisa de limites. Afinal, que mundo é esse em que não sobra tempo para os pais estarem por mais tempo com os seus filhos? Que escola é essa que tem mais de 40 alunos por sala de aula, impedindo o professor de acompanhar o aluno mais de perto, de ter um contato mais próximo?”

Esse contexto desfavorável à educação e ao desenvolvimento psicológico de uma criança é, na análise de Ricardo, favorável aos processos de medicalização. “A partir do momento em que a criança toma um comprimidinho, fica parada, contida quimicamente, e não atrapalha mais. Só que esse ‘efeito terapêutico’ é sinal da toxicidade do remédio. O melhor é que pais e professores reflitam mais sobre o que pode estar acontecendo, dialoguem e investiguem esse contexto, que é complexo, antes de encaminhar a criança para um profissional. Isso pode parecer mais complicado do que dar um remédio – aliás, tomar remédio é mais fácil; toma-se remédio para tudo. Em vez de fazer exercício e melhorar a alimentação, as pessoas tomam remédio para emagrecer”.

Para ele, do ponto de vista psicológico, essas drogas exercem efeitos complexos e preocupantes, como ‘calar o sujeito’ – quando a criança que está ‘incomodando demais’ está, na verdade, querendo chamar a atenção, comunicar algo, como medos, preocupações, desejos. “Nós precisamos primeiro ouvi-las, dar atenção e não calar a angústia, o sofrimento com um comprimidinho”.

Do ponto de vista orgânico, segundo ele, há relatos de que o uso contínuo desses medicamentos tornam as crianças menos sensíveis para uma série de coisas. Exemplo é um bombom de chocolate, que não vai ter o mesmo efeito de prazer. “Então, se a gente pensar em um adolescente que fuma maconha e usa esses medicamentos, sua propensão a outras drogas é muito maior porque ele vai buscar outras formas de obter satisfação, prazer”, explicou.

Para Ricardo, a questão é grave, colocando em risco a saúde das crianças e transferindo para elas a responsabilidade de um sistema de educação cheio de problemas. “O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura que a criança tem direito à vida, à educação e saúde de qualidade. E esse direito pressupõe o direito de não tomar uma droga que pode levar a consequências graves. É por isso que temos que lutar.”

***

Recebido via e-mail de Andrea Cunha Arantes (Psicóloga e Professora)

Vídeo da TV Brasil

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A lenda do Saci Pererê

Foto: Alexandre Mury

A lenda do Saci Pererê


A lenda é assim! Basta que exista um bambuzal e, de repente, de dentro dos caniços, nascem os sacis. É como eles vêm ao mundo, dispostos a fazer estripulias. Conta a história que esses seres já existiam bem antes do tempo que os portugueses invadiram nossas terras.

Ele nasceu índio, moleque das matas, guardião da floresta, a voejar pelos espaços infinitos do mundo Tupi-Guarani. Depois, vieram os brancos, a ocupação, e a memória do ser encantado foi se apagando na medida em que os próprios povos originários foram sendo dizimados.

Quando milhares de negros, caçados na África e trazidos à força como escravos, chegaram no já colonizado Brasil, houve uma redescoberta. Da memória dos índios, os negros escravos recuperaram o moleque libertário, conhecedor dos caminhos, brincalhão e irreverente. Aquele mito originário era como um sopro de alegria na vida sofrida de quem se arrastava com o peso das correntes da escravidão.

Então, o moleque índio ficou preto, perdeu uma perna e ganhou um barrete vermelho, símbolo máximo da liberdade. Ele era tudo o que o escravo queria ser: livre! Desde então, essa figura adorável faz parte do imaginário das gentes nascidas no Brasil.

O Saci-Pererê é a própria rebeldia, a alegria, a liberdade. Com o processo de colonização cultural via Estados Unidos – uma nova escravidão - foi entrando devagar, na vida das crianças brasileiras, um outro mito, alienígena, forasteiro. O mito do Haloween, a hora da bruxa e da abóbora, lanterna de Jack, o homem que fez acordo com o diabo.

Queremos vida digna, um país soberano na política, na economia, na arte e na cultura. Cada região deste Brasil tem seus próprios mitos. Caipora, Boitatá, Curupira, Bruxa, Negrinho do Pastoreio... São os amigos do Saci que estão presentes na atividade do Dia do Saci Pererê, saudando e buscando a liberdade.

Elaine Tavares

Em Florianópolis a celebração do Dia Nacional do Saci-Pererê se deu no dia 31 de outubro, quarta-feira, das 16h30 às 18h30, na Esquina Democrática, em frente à igreja São Francisco. Promoção é do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal do Estado de Santa Catarina (Sintrajusc), com apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc) e da Revista Pobres & Nojentas.

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O SACI (1951)



O Saci
Direção de Rodolfo Nanni (Brasil, 1951)

O Saci e o fantástico para crianças

O Saci foi um marco para o cinema brasileiro por várias razões: foi o primeiro longa-metragem infantil realizado no país, o primeiro inspirado na obra de Monteiro Lobato e também um dos primeiros a reunir um grupo de artistas e intelectuais que teria papel definitivo na constituição de um projeto de cinema nacional, como o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que foi assistente de direção do filme, e o pesquisador Alex Viany, gerente de produção. A equipe, chefiada pelo artista plástico Rodolfo Nanni, que até então tinha experiência no cinema apenas como continuísta (do inacabado AGLAIA, de Ruy Santos), contava também com outros profissionais importantes, como o fotógrafo Ruy Santos, o compositor Cláudio Santoro e o montador José Cañizares, além do elenco composto pelas crianças (Paulo Matozinho, como Saci; Livio Nanni, como Pedrinho; Aristela Paula Souza, como Narizinho) e outros atores convidados, como Maria Rosa Ribeiro (Dona Benta), Otávio Araújo (Tio Barnabé) e Benedita Rodrigues (Tia Nastácia).

Concebido como um projeto quase familiar e filmado nos estúdios alugados da Cinematográfica Maristela, em São Paulo, entre 1951 e 1953, o longa foi produzido num sistema independente, mas obteve, depois, significativo sucesso comercial. Inspirado no Saci-Pererê (1), figura folclórica conhecida no Brasil desde o século XVII, e cuja origem está na junção de uma figura da mitologia indígena com elementos das culturas africana e européia, o filme trazia a entidade brincalhona a partir da visão do escritor Monteiro Lobato, que a transformou em personagem recorrente da coleção Sítio do Pica-pau Amarelo, publicada entre 1921 e 1947 – e iniciada justamente com o livro O Saci.

O longa de Rodolfo Nanni contava uma das aventuras das crianças Pedrinho e Narizinho no Sítio do Pica-Pau Amarelo, quando o menino aprende a caçar sacis e acaba ficando amigo de um deles, que o leva para assistir à “sacizada” (reunião em que dezenas de sacis que se encontram magicamente durante a noite) no meio da floresta. Então, Pedrinho e seu novo amigo descobrem que Narizinho fora petrificada pela maldosa bruxa Cuca, e precisam resgatá-la em uma caverna assombrada, para desespero da vovó Dona Benta e da fiel cozinheira Tia Nastácia.

Como se pode depreender da trama, o filme era dedicado ao público infantil, mas também fazia parte de uma proposta mais abrangente de seus realizadores, no sentido de abordar a cultura e a identidade brasileiras no cinema, apresentando soluções estéticas diferentes daquelas que as grandes produtoras cariocas e paulistas (como a Atlântida, a Vera Cruz e a própria Maristela) haviam escolhido. Nesse sentido, o longa chama a atenção por apresentar-se como uma experiência lúdica, que abordou, de maneira quase teatral na direção de arte, e quase documental na direção de fotografia, personagens típicos da literatura e do folclore brasileiros, num recorte que pouco tinha a ver com um cinema “de gênero” internacional pretensamente emulado nos estúdios da época, e estava muito mais ligado à literatura e às representações populares do fantástico na cultura brasileira.

A obra acabou fazendo uma boa carreira comercial, beneficiando-se da popularidade dos textos de Monteiro Lobato e das leis de proteção ao cinema brasileiro, que garantiram a circulação da fita, sobretudo nas cidades do interior do país. O Saci também ganhou alguns prêmios importantes, como o Prêmio Saci de 1954 (concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo) e o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, no mesmo ano. O filme também teve sua memória relativamente bem preservada, sendo exibido eventualmente na televisão (nas emissoras educativas), e ganhando recentemente uma pouco divulgada edição em DVD, que traz, nos extras, um detalhado documentário sobre a realização do filme.


Ficha técnica

Diretor: Rodolfo Nanni
Elenco: Paulo Matozinho, Lívio Nanni, Otávio Araújo, Olga Maria, Maria Rosa Ribeiro, Aristéia Paula de Souza.
Produção: Alex Viany
Roteiro: Rodolfo Nanni, Arthur Neves
Fotografia: Ruy Santos
Trilha Sonora: Cláudio Santoro
Duração: 64 min.
Ano: 1951
País: Brasil
Gênero: Aventura
Cor: Preto e Branco
Distribuidora: Independente
Classificação: Livre

Laura Cánepa

Assista também:




Alexandre Mury



Alexandre Mury trabalha auto-retratos, a partir de releituras de ícones, da pintura, escultura, cinema, literatura e outras referências da cultura universal usando a fotografia como suporte. O artista fotografa desde os 16 anos e realizou sua primeira exposição coletiva importante em 2010 no MAM-RIO (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), fazendo parte da coleção de Gilberto Chateaubriand.

Nascido no estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de janeiro de 1976 é um artista por vocação, desde criança desenhou e pintou. A fotografia como expressão vem legitimá-lo como artista a partir do momento em que começa a ter suas primeiras obras na coleção de renomados colecionadores brasileiros de arte como Joaquim Paiva. Através da livre interpretação recontextualizada, lúdica e intrigante faz ressignificar célebres criações eternizadas e convida para repensar os clássicos. O caráter performático, a auto-direção, a escolha e produção de figurinos e cenários esquadrinham o estilo, inventividade e habilidades de um multiartista. A auto-imagem e o discurso do “eu” orientam a unicidade no conjunto de uma obra bastante eclética. O improviso e a visão alegórica remetendo as coisas do Brasil com uma estética vernacular e peculiar no trabalho do artista que explora o contexto contemporâneo mundial de reciclagens e releituras.

Conheça mais sobre o artista clicando aqui.

Foto: Alexandre Mury "como" Dr. Gachet, pintado por Van Gogh (1890) atualmente exposto no Museu D'Orsay (Paris/França)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Indicação de documentários: crianças, infância, adolescência...



DOCUMENTÁRIOS
ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS

Segundo o IBGE, quase 4 milhões de crianças e adolescentes se encontram fora das escolas. Os motivos são muitos, desde o desinteresse escolar, a gravidez precoce ou até o ingresso no mercado de trabalho para ajudar na renda da família.

Em todo o mundo, de acordo com os dados divulgados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), temos 215 milhões, entre crianças e adolescentes, que trabalham, sendo que a metade está exposta à condições degradantes. A exploração sexual, a escravidão, a servidão e atividades em conflitos armados são as principais consequências da ausência escolar e a falta de políticas púbicas, levando nossas crianças a baixo estima e os tornando vulneráveis as propostas ilusórias de enriquecimento e consumo.

A publicidade voltada para o público infantil colabora com a obesidade, erotização precoce, violência e diminuição da criatividade e de momentos importantes da infância, fora o estresse familiar na qual prometem uma vida feliz cheia de emoção, desde que você possua o que está sendo vendido. Precisamos refletir sobre isso...

Esses filmes são uma homenagem as crianças de todo o mundo:

Nascidos em bordéis 
O Lado Negro do Chocolate
Crianças de Gaza
Criança - A alma do negócio
Crianças de Consumo
A Ira de um Anjo
A Invenção da Infância
Promessas De Um Novo Mundo
War Dance Uganda
Crianças no Furacão 
Bebês
Meu eu secreto
Meninas: Gravidez na Adolescência
Crianças do Tsunami
Esperando pelo Super-Homem
Autismo: fabricado nos EUA
Meu Filho Bipolar
Crianças capazes

Nascidos em Bordéis (Born Into Brothels: Calcutta’s Red Light Kids; 2004) mostra a vida de crianças, filhos de prostitutas, que nascem e crescem em bordéis no bairro da Luz Vermelha, em Calcutá.
O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".

Durante a incursão israelita na Faixa de Gaza em dez 2008 a jan 2009 (operação chumbo grosso), grupos humanitários estimam que cerca de 1.000 crianças foram feridas e 300 foram mortas.

Este documentário mostra a opressão de Israel na visão humana, sensível e delicada de Omsyatte, Ibrahim, Amal e Mahmud, crianças palestinas como quaisquer outras, testemunhas do horror, vítimas da crueldade, orfãs de um lugar que já foi um país. Elas são tolhidas de qualquer sonho, e de qualquer perspectiva decente de futuro.
A realidade das crianças palestinas de hoje está em ver seus pais e seus irmãos sendo mortos, suas casas sendo derrubadas, suas escolas bombardeadas. Para piorar, Israel impõe um bloqueio econômico sobre a nação, gerando mais desespero e miséria para os palestinos.

Diante desse cenário absurdo, muitas crianças deixam de fazer o que faz a maioria das crianças: sonhar.

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas.

O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada.

Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Documentário de como a Publicidade, os Meios de Comunicação Social e o Marketing usam e influenciam as crianças a serem Mega-Consumidoras. As tácticas e manobras manipuladoras para conseguirem, o que eles indicam, o melhor mercado humano, as crianças. A Ciência está a ser usada para dissecar as crianças para criar novas formas de as enganar, novas formas de as estupidificar.

Este documentário é uma compilação das filmagens das sessões de terapia do Dr. Ken Magid, psicólogo clinico especializado no tratamento de crianças severamente abusadas. O relato de Beth, 6 anos, é perturbador, mostra os efeitos devastadores de abuso em uma criança. Recomenda-se que não seja assistido por pessoas sensíveis.

Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

Um documentário fascinante e emocionante onde tenho certeza que aqueles que assistirem por completo irão surpreender-se com lágrimas rolando dos olhos.Criado por B.Z.,o documentário retrata o outro lado por trás do ódio alimentado entre primos distantes (Israelenses e Palestinos) que brigam de forma incessante entre si pela herança das terras de Israel, estando no meio de tudo isso, crianças inocentes que pensam de uma maneira diferente de seus pais em relação ao psêudo-inimigo que deveria gerar-lhes terror e algeriza. Um documentário surpreendente que mostra que as crianças querem viver simplesmente como crianças, confiram! Grande abraço!
Três crianças que vivem em um campo de deslocamento no norte de Uganda competir na música nacional de seu país e de dança festiva.

O documentário de 52 minutos abrange entrevistas com 12 pessoas que eram crianças no período que vai do golpe de 1964 até a Abertura, em 1982. A memória de quem viveu o cotidiano do regime militar brasileiro, em razão do envolvimento de familiares na trama política da época.
A perspectiva da abordagem das entrevistas é a percepção através da ótica da criança. O documentário busca o registro das sensações e reações diante de eventos concretos, compondo um painel diferente da frieza do conteúdo dos livros ou do distanciamento de quem olha de fora e avalia os estragos.
O filme é uma realização da Fundação Joaquim Nabuco - Ministério da Educação.

Este filme visualmente deslumbrante nova simultaneamente segue quatro bebês em todo o mundo - desde a primeira respiração para primeiros passos. Da Mongólia à Namíbia para San Francisco a Tóquio, BEBÊS alegria captura em filme os primeiros estágios da jornada da humanidade, que são ao mesmo tempo único e universal para todos nós.

O documentário fala de três jovens portadores da síndrome do transtorno de identidade de gênero(também conhecidos como disfóricos ou transgêneros ou transexuais ), tendo o mais velho 17 anos e a mais nova 6 anos. A vida em família, a descoberta do problema, as causas, as adaptações, a aceitação.

"Meninas" vai muito além de uma simples investigação sobre a gravidez precoce, um problema crucial no Brasil, onde uma em cada cinco gestantes é adolescente. Fica muito claro nas entrevistas que, mesmo não tendo total consciência das implicações da maternidade, não faltam às garotas informações sobre sexo e concepção. Ou seja, havia a possibilidade de evitar a gravidez, mas isso não foi encarado com seriedade. Para algumas meninas, ser mãe representa afirmação e chegada à vida adulta.

Em nenhum momento "Meninas" se propõe a fazer um julgamento de seus personagens, ou qualquer discurso moralista. Contando com depoimentos muito bons, tanto das garotas, quanto de suas mães, consegue-se identificar, porém, a falta de sonhos pessoais e profissionais dessas jovens de baixa renda.

Por isso, o filme torna-se um retrato preocupante de uma juventude pobre e sem perspectivas, que eterniza de pai para filho um assustador ciclo de pobreza. Os problemas sociais, como a baixa escolarização e profissionalização, não raro funcionam como caldo para a criminalidade, como o sempre presente tráfico de drogas nos morros cariocas.

O documentário reúne depoimentos de crianças japonesas sobre suas impressões do desastre natural que abalou o país em março de 2011, além de suas experiências e perspectivas durante e após o terremoto.

Um filme que todo educador (ou burocrata da educação) deveria assistir.
O sistema público de ensino nos EUA está a pique, gerações inteiras irão se perder. Crianças sendo afastadas de oportunidades de vida, ficando vulneráveis ao que uma existência sem estudos pode acarretar.

O documentário mostra que a receita para mudar os péssimos resultados das escolas públicas é simples: maior carga horária, mais salas de aulas por alunos, mais motivação aos professores. Mas apesar de ser simples, tem-se que lutar contra o sistema...

Há grandes exemplos dos que desafiaram esse sistema em locais onde o nível de aprendizado o mais baixo da região, onde era quase impossível levar algum aluno à Universidade, conseguiu-se que mais de 90% dos seus alunos conseguissem esse feito.

Excelente documentário de alerta sobre essa doença que destrói a vida de crianças. Há um volume enorme de pesquisas indicando ser o autismo uma das consequências funestas da presença de mercúrio em vacinas. Assista o documentário, pesquise o tema Mercúrio e autismo, há muita informação a respeito.

Ha um ditado que diz: quer saber o culpado? Siga a trilha do dinheiro.
Vacinas são uma fonte enorme de lucros para os cartéis farmacêuticos. Na verdade todas as doenças são fontes de renda para eles.

Este especial acompanha quatro famílias com filhos diagnosticados com transtorno bipolar e mostra como essa condição afeta significativamente suas vidas.

No documentário Crianças Capazes, jovens que já passaram pelo CEDET (Centro de Desenvolvimento do Potencial e Talento) e crianças que frequentam as oficinas atualmente dão depoimentos sobre a chance de experimentar algo tão diferente do dia-a-dia escolar. São entrevistados ainda pais, professores das escolas públicas e monitores de oficinas. O documentário aborda também o risco de aliciamento das crianças capazes pelo crime organizado.

Recebido via Facebook de Eric Fenelon
Do Grupo Brigadas Populares

Aos Mestres, com carinho...


Verdades da Profissão de Professor

“Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.



Escola Beatriz: Professores beatrizficados...

"Se vocês quisessem o céu,
eu escreveria sobre ele com letras
que planariam a mil pés de altura:
Ao Mestre, com carinho

Mas eu gostaria que vocês deixassem eu lhes dar meu coração"...

Um obrigado, um abraço, um beijo e um pedaço de queijo

Leo

15 de outubro de 2012

Ao Mestre Com Amor

Lulu

Aqueles dias de estudante,
De contar historias
e de roer unhas, se foram
Mas em minha mente
Sei que sobreviverão para sempre, sempre
Mas como você pode agradecer alguém
Que te tirou dos lápis de cera para o perfume
Não é fácil, mas eu vou tentar

Se você quisesse o céu,
eu escreveria sobre o céu com letras
Que planariam a mil pés de altura
Ao Mestre, com carinho

Chegou a hora
De fechar os livros
E os olhares demorados devem acabar
E enquanto eu os deixo
Eu saberei que estou deixando meu melhor amigo
Um amigo que me ensinou o certo do errado
E o fraco do forte
É bastante para aprender
O que, o que eu posso lhe dar em troca?

Se você quisesse a lua eu tentaria fazer um começo
Mas eu gostaria que você deixasse lhe dar meu coração
Ao Mestre, com carinho

To Sir With Love

Lulu

Those school girl days
Of telling tales
And biting nails are gone
But in my mind
I know they will still live on and on
But how do you thank someone
Who has taken you from crayons to perfume
It isn't easy, but I'll try

If you wanted the Sky
I'd write across the sky in letters
That would soar a thousand feet high
To Sir, with love

The time has come
For closing books
And long last looks must end
And as I leave
I know that I am leaving my best friend
A friend who taught me right from wrong
And weak from strong
That's hard to learn
What, what can I give you in return?

If you wanted the moon I'd try to make a star
But I would rather you let me give my heart
To Sir, with Love



"Ao Mestre com Carinho"
cantado por Lulu no filme "To Sir, with Love" (1967)
estrelado por Sidney Poitier.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Singin’in the Rain comemora 60 anos


Singin’in the Rain comemora 60 anos

Dirigido por Gene Kelly e por Stanley Donen, musical combinou graça e leveza, com humor e criatividade.

A dança, a música e o cinema comemoram juntos os 60 anos de Singin’in the Rain, dirigido pelo genial bailarino Gene Kelly e por Stanley Donen, que encabeça todas as listas de melhores musicais de todos os tempos, combinando graça e leveza, com humor e criatividade, nas mais famosas sequências de dança já vistas na tela e tudo debaixo de chuva.

Seguindo a tradição dançante da Broadway, quando o cinema ganhou som, os musicais de Hollywood fascinaram o mundo com a sua combinação de talento individual e disciplina coletiva, com audácia criativa de coreógrafos como Jerome Robbins, que juntaram arte e entretenimento em algum lugar entre o clássico e o popular.

Reunidos na compilação That’s Entertainment, os grandes musicais do cinema viraram história e se tornaram um padrão de excelência insuperável. Os musicais subiam pelas paredes e dançavam até debaixo d’água.

O mundo conheceu bailarinos geniais como Fred Astaire, que dançava tão bem com Ginger Rogers ou com outras parceiras menos talentosas e o fabuloso Gene Kelly, que não só dançou como coreografou alguns dos melhores musicais do cinema.

Mas o musical também mudou, ficou mais sensual e político com as coreografias de Bob Fosse nos anos 70 e mais divertido com Embalos de Sábado à Noite, que inaugurou a era Disco.

A última grande maravilha dos musicais foi o Moulin Rouge de Baz Luhrmann, com coreografias sensacionais para novas versões de clássicos do pop.

Hoje qualquer clip de Madonna, Lady Gaga ou Christina Aguillera tem números de dança espetaculares, com mais produção do que os velhos musicais. Mas ninguém se impressiona mais com a graça e a precisão dos bailarinos, as coreografias ficaram todas parecidas. É por isso que as sequências de dança do sexagenário Singin’in the Rain estão cada vez melhores.

Reproduzido de G1
21 set 2012


Turma 81 (Artes, Prof. Pedro Cabral Flho) assistindo cena com Gene Kelly na SI

Singin’in the Rain
Direção de Stanley Donen e Gene Kelly
Ano de produção: 1952
Estados Unidos

Singin' In The Rain
Gene Kelly

I'm singing in the rain
Just singin' in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place
Come on with the rain
I have a smile on my face
I walk down the lane
With a happy refrain
Just Singin', singin' in the rain
Dancing in the rain
I'm happy again
I'm singin' and dancin' in the rain
I'm dancin' and singin' in the rain

Cantando Na Chuva
Gene Kelly

Eu estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva
Que sentimento glorioso
Estou feliz novamente
Estou sorrindo das nuvens
Tão escuras lá em acima
O sol está em meu coração
E estou pronto para o amor
Deixe as nuvens perseguirem
Todos do lugar
Vamos com a chuva
Tenho um sorriso em meu rosto
Eu passeio rua abaixo
Com um refrão feliz
Apenas cantando, cantando na chuva.
Dançando na chuva
Eu estou feliz novamente
Estou cantando e dançando na chuva
Estou dançando e cantando na chuva.