sábado, 11 de agosto de 2012

Machado de Assis: vida e obra



As turmas das oitavas séries da Escola Beatriz e Escola Anísio Teixeira desenvolvem um projeto em torno da figura e da obra de Machado de Assis. Com  a orientação da professora de Português para ambas as turmas - Andressa da Costa Farias - interagem através do próprio blog e dos blogs das escolas, além do Grupo que criaram no Facebook especialmente para eles. As Salas Informatizadas das duas escolas também integram o projeto.

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu pobre e epilético. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Foi criado no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Ajudava a família como podia, não tendo frequentado regularmente a escola.

Sua instrução veio por conta própria, devido ao interesse que tinha em todos os tipos de leitura. Graças a seu talento e a uma enorme força de vontade, superou todas essas dificuldades e tornou-se em um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

Entre os seis e os 14 anos, Machado perdeu sua única irmã, a mãe e o pai. Aos 16 anos empregou-se como aprendiz numa tipografia e publicou os primeiros versos no jornal "A Marmota". Em 1860, foi convidado por Quintino Bocaiúva para colaborar no "Diário do Rio de Janeiro". Datam dessa década quase todas as suas comédias teatrais e o livro de poemas "Crisálidas".


Em 12 de novembro de 1869 casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. Esse casamento ocorreu contra a vontade da família da moça, uma vez que Machado tinha mais problemas do que fama. Essa união durou cerca de 35 anos e o casal não teve filhos. Carolina contribuiu para o amadurecimento intelectual de Machado, revelando-lhe os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.

Na década de 1870, Machado publicou os poemas "Falenas" e"Americanas"; além dos "Contos Fluminenses" e "Histórias da meia-noite". O público e a crítica consagraram seus méritos de escritor. Publicou os romances: "Ressurreição" (1872); "A Mão e a Luva" (1874); "Helena"(1876); "Iaiá Garcia" (1878). Essas obras ainda estão ligadas à literatura romântica e formam a chamada primeira fase de Machado de Assis.

Em 1873, o escritor foi nomeado primeiro oficial da secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras públicas. A sua carreira burocrática teve uma ascensão muito rápida, uma vez que, em 1892, já era diretor geral do Ministério da Viação. O emprego público garantiu a estabilidade financeira, uma vez que viver de literatura naquela época era quase impossível, mesmo para os bons escritores.

Na década de 1880, a obra de Machado de Assis sofreu uma verdadeira revolução, em termos de estilo e de conteúdo, inaugurando o Realismo na literatura brasileira. Os romances "Memórias póstumas de Brás Cubas"(1881); "Quincas Borba" (1891); "Dom Casmurro" (1899) e os contos"Papéis avulsos" (1882); "Histórias sem data" (1884), "Várias histórias"(1896) e "Páginas recolhidas" (1899), entre outros, revelam o autor em sua plenitude. O espírito crítico, a grande ironia, o pessimismo e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira são as suas marcas mais características.


Em 1897, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, da qual foi o primeiro presidente, pelo que a instituição também conhecida como casa de Machado de Assis. Ocupou a Cadeira N.º 23, de cujo patrono, José de Alencar, foi amigo e admirador.

Em 1904, a morte de sua mulher foi um duro golpe para o escritor. Depois disso, raramente ele saía de casa e sua saúde foi piorando por causa da epilepsia. Os problemas nervosos e uma gagueira contribuíram ainda mais para o seu isolamento. São dessa época seus últimos romances "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908), que fecham o ciclo realista iniciado com "Brás Cubas".

Machado de Assis morreu em sua casa situada na rua Cosme Velho. Foi decretado luto oficial no Rio de Janeiro e seu enterro, acompanhado por uma multidão, atesta a fama alcançada pelo autor.

O fato de ter escrito em português, uma língua de poucos leitores, tornou difícil o reconhecimento internacional do autor. A partir do final do século 20, porém, suas obras têm sido traduzidas para o inglês, o francês, o espanhol e o alemão, despertando interesse mundial. De fato, trata-se de um dos grandes nomes do Realismo, que pode se colocar lado a lado ao francês Flaubert ou ao russo Dostoievski, apenas para citar dois dos maiores autores do mesmo período na literatura universal.

Reproduzido de UOL Educação
Acesso em 09 ago 2012

Conheça também:

Página de Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras, ABL, clicando aqui.

Página do MEC em celebração aos 100 anos do falecimento de Machado de Assis, clicando aqui.

Resumo biográfico e bibliográfico na página de Releituras, clicando aqui.

Memórias Póstumas de Brás Cubas - resumo e análise da obra de Machado de Assis, clicando aqui.



Para situar o Rio de Janeiro nos tempos de Machado de Assis no final do século XIX, assista aos vídeos abaixo:








A Academia Brasileira de Letras na atualidade


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Aonde vocês estavam nos dias 26 de abril e 1o. de maio de 1500?

“Primeira Missa no Brasil”, pintado por Victor Meirelles*

A Turma 31 está estudando a Carta de Pero Vaz de Caminha com as Professoras Cláudia e Nadir, e estiveram na Sala Informatizada também para conhecer a página de Facebook e Blog da Escuela Mbororé de Puerto Iguazú (Argentina). É que as crianças daqui começarão a trocar correspondências, e-mails, desenhos, fotos e outras peripécias com as crianças Guarani de lá, juntamente com o Professor José Javier Rodas.

Quantas cenas podemos "ver" pela descrição de Caminha do que ele mesmo viu naqueles dias...

Aguardem que coisa muito boa virá disso tudo...





Crianças da Escuela Mbororé Puerto Iguazú/Argentina

A Carta de Pero Vaz de Caminha (trecho)
 “Senhor:
 Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer. Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.
(...) E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz. Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro. Então lançamos fora os batéis e esquifes, e vieram logo todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor, onde falaram entre si. E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens. Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem parecer de aljaveira, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza, e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar”.
Foto do original da primeira página da carta

 E, muitas páginas depois, ele termina a carta...
“E nesta maneira, Senhor, dou aqui a Vossa Alteza do que nesta vossa terra vi. E, se algum pouco me alonguei, Ela me perdoe, que o desejo que tinha, de Vos tudo dizer, mo fez assim pôr pelo miúdo. E pois que, Senhor, é certo que, assim neste cargo que levo, como em outra qualquer coisa que de vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro – o que d'Ela receberei em muita mercê.Beijo as mãos de Vossa Alteza. Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Pero Vaz de Caminha”

Livro publicado com a carta em várias línguas

Trecho da carta com a ortografia original 
Snõr

posto que o capitam moor desta vossa frota e asy os outros capitaães screpuam a vossa alteza a noua do acha mento desta vossa terra noua que se ora neesta naue gaçom achou, nom leixarey tambem de dar disso minha comta a vossa alteza asy como eu milhor poder ajmda que pera o bem contar e falar o saiba pior que todos fazer, pero tome vossa alteza minha jnoramçia por boa comtade, a qual bem çerto crea que por afremosentar nem afear aja aquy de poer ma is ca aquilo que vy e me pareçeo. / da marinha jem e simgraduras do caminho nõ darey aquy cõ ta a vossa alteza porque o nom saberey fazer e os pilotos deuem teer ese cuidado e por tamto Snõr do que ey de falar começo e diguo. /
Texto completo com ortografia original clicando aqui.


* Victor Meirelles (foto abaixo)  pintou a cena da primeira missa no Brasil


*“Primeira Missa no Brasil”
Victor Meirelles
1860
Óleo sobre tela
Museu Nacional de Belas Artes . Rio de Janeiro . Brasil

A celebração da primeira missa no Brasil foi feita pelo frade Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500, um domingo, e descrita por Pero Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal, D. Manuel I (1469-1521), dando conta da chegada ao Brasil, então Ilha de Vera Cruz, pela armada de Pedro Álvares Cabral que se dirigia à Índia

"Quem sabe desses infantis visitantes guardarão tão profunda impressão do que ali observaram, que ainda um dia virão por ele atraídos fazer parte de nossa comunhão nacional?" Victor Meirelles, apud Peixoto, 1982: 109)

O momento encontra-se retratado em um quadro, A Primeira Missa no Brasil, uma das principais obras de Victor Meireles, pintado em 1860.

O quadro foi classificado e exposto no Salon da Academia Francesa de Belas-Artes em 1861. 

Fonte: Wikipedia

O Museu Victor Meirelles em Florianópolis se situa onde o artista nasceu.

A Grande Viagem ao Espaço


A Grande Viagem ao Espaço

"História dos alunos do 4ºA de Odemira (Portugal) sobre a viagem de 2 crianças pelo Espaço, visitando os planetas do Sistema Solar. Além dos planetas mais conhecidos, inclui passagem por Ceres, Caronte, Plutão e Xena".

Olhem aí, pessoal, uma inspiração das crianças de Portugal para nós da Escola Beatriz começarmos a fazer nossos vídeos, HQ e outras histórias para re-vira-voltar o mundo...

Saiba mais sobre Vila Nova de Milfonres (Odemira, Portugal) no Facebook, No Google Maps Mais vídeos no Youtube de Odemira*, do Usuário Rui Jorge, clicando aqui.



Turma 61 estudando e "montando" o Sistema Solar com o Prof. Fábio Marchiori em 01/08/2012




Carl Sagan e o Cosmos

O cientista e astrônomo Carl Sagan (1934/1996), consultor da NASA escreveu várias obras, dentre elas "Cosmos", transformada em uma premiada série de televisão (BBC e Polytel International 1980).

Saiba mais sobre a série clicando aqui e assista aos vídeos (dublados em português) clicando ali:

Cosmos 1 - Às margens do oceano cósmico
Cosmos 2 - Uma voz na sinfonia cósmica
Cosmos 3 - A harmonia do mundo
Cosmos 4 - Céu e inferno
Cosmos 5 - O blues do planeta vermelho
Cosmos 6 - História de viajantes
Cosmos 7 - A espinha dorsal da noite
Cosmos 8 - Viajantes no espaço e no tempo
Cosmos 9 - A vida das estrelas
Cosmos 10 - O limiar da eternidade
Cosmos 11 - A persistência da memória
Cosmos 12 - Enciclopédia galáctica
Cosmos 13 - Quem pode salvar a Terra

"Em 1973 foram lançadas as sondas espaciais Pioneer 10 e 11 com a finalidade de transmitir imagens e dados dos gigantes de nosso sistema solar: Júpiter e Saturno. Sagan e seu colega e amigo Frank Drake conseguem autorização da NASA assim como os fundos necessários para incluir na Pioneer 10 uma placa gravada com símbolos, no caso de alguma civilização extraterrestre deparar-se com a nave durante sua viagem ao espaço exterior, para onde está se dirigindo neste mesmo momento. A placa foi projetada por Drake e Sagan e desenhada por Linda Salzmann".

Saiba mais sobre as polêmicas envolvendo a placa clicando aqui.


Assista também:

As Sete Maravilhas do Sistema Solar - Parte 1 - Parte 2 - Parte 3

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Os Miseráveis de Victor Hugo

A Liberdade guiando o povo - Quadro de Delacroix (1830) que provavelmente inspirou Victor Hugo

Les Misérables
Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade,um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século - a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância - não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis.

Hauteville-House, 1862.1 (Prefácio)
Os Miseráveis é uma das principais obras do escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862. A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.

Fonte: Youtube usuário grandeslivros. Documentário de Discovery Civilization. Tempo: 47 min.



Para ajudar a compreender o contexto do momento em que a obra se situa, confiram uma série de vídeos do History Channel sobre a Revolução Francesa e, sobre Napoleão Bonaparte também disponibilizada no Youtube.

"Revolução Francesa" . History Channel (10 min cada vídeo e o completo com 1h30min): Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7 Parte 8 Parte 9

"Sob o Domínio de Napoleão" (52 min cada vídeo): Parte 1 Parte 2

"La Marseillaise" (Hino a França) . Letra e tradução





“A Liberdade Guiando o Povo”
(La Liberté Guidant le Peuple)
Eugéne Delacorix
1831
Óleo sobre tela
260x235 cm
Museu do Louvre . Paris . França

A Revolução Francesa de 1830 inspirou o célebre quadro de Eugéne Delacroix “A Liberdade Guiando o Povo”. Foi o último dos quadros do pintor a verdadeiramente incorporar os ideais românticos.

A insurreição popular de 27, 28 e 29 de julho de 1830, também conhecida como “Os Três Gloriosos”, provocada pelos republicanos liberais contra a violação da Constituição pelo governo da Segunda Restauração, derruba Carlos X, último rei Bourbon de França e coloca em seu lugar Luis Felipe, duque de Orléans.

Testemunha dos acontecimentos, Delacroix encontra ali um tema moderno que traduz em tintas com o mesmo fervor romântico que usou para descrever a guerra da independência grega.

Delacroix era amigo pessoal dos protagonistas do conflito, mas também era dependente das encomendas institucionais e dos membros da família real. Quadros como os seus eram quadros destinados a museus ou palácios. Essa ambigüidade poderia ter feito como que ele se limitasse a tomar conhecimento do que se passou.

Em 18 de outubro de 1830, Delacroix em carta a seu irmão, disse: “Se não pude lutar pela Pátria, ao menos pinto por ela...”. Mas se não combateu, ao menos lutou para proteger as coleções do Louvre dos ataques dos insurgentes.

Cinco são os personagens mais fortes nessa tela: o primeiro está no chão, e olha os mortos; o segundo, espada na mão, parece aguardar instruções da mulher; o terceiro, com um chapéu alto, barba, segurando um fuzil entre as mãos, também olha os mortos. Há quem diga que é o próprio pintor. O quinto é um rapazinho que tem o braço direito erguido e mostra uma pistola em cada mão. E a principal, ponto para onde convergem todos os olhares, é a Liberdade representada por uma mulher com o peito à mostra, descalça, um fuzil na mão esquerda e na direita o pavilhão tricolor.

Finalmente, num terceiro plano, as duas torres de Notre Dame. Como nas palavras de Victor Hugo, as torres de Notre Dame são símbolos da Liberdade e do Romantismo.

A luz do sol poente se mistura com a fumaça dos canhões, ilumina os corpos caídos, explode em brilho no fundo da tela à direita e serve de aura à Liberdade, ao rapazinho e ao estandarte tricolor.

A verdadeira proeza do pintor é com a cor que unifica o quadro: os azuis, os brancos e os vermelhos têm contrapontos; o branco das bandoleiras paralelas responde ao das perneiras e ao da camisa do cadáver à esquerda, enquanto que a tonalidade cinza exalta o dourado da liberdade e o vermelho da bandeira.

Acervo Museu do Louvre, Paris


Encyclopedia Britannica


La Liberté Guidant le Peuple
(A Liberdade Guiando o Povo)

A Liberdade Guiando o Povo é uma pintura em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa numa mão e  um mosquete com baioneta na outra. Fonte: Wikipedia

Delacroix inspirava muitos dos seus trabalhos em obras de outros artistas.

O  quadro tem uma forma triangular, no topo tem a mulher (simboliza uma deusa) e a bandeira Francesa, e que vai descendo até ao revolucionários que ergueram as primeiras barricadas na historia de Paris.

a revolução nua e crua, a realidade, os revolucionários estão o sujos pelo fumo negro da pólvora cuspido pelos mosquetes, a sua cara mostra espanto e terror do que estão a testemunhar. 

Entre eles o jovem de negro de chapéu ligeiramente inclinado um boêmio que abandona os prazeres da vida para trilhar as ruas de mosquete nas mãos contra o estado opressor, um miúdo de pistolas na mão espalha a anarquia, um homem que apenas se vê o rosto com um chapéu do exercito pilha os corpos que jazem nus no chão, um homem de branco ergue a espada sem medo do confronto.

Este quadro foi polêmico na altura não apenas pelo peito nu da Liberdade, mas pelos soldados mortos e despidos e pelos revolucionários que são representados como a ralé da cidade pessoas comuns que expressam medo nos rostos.



 O Pintor

Ferdinand Victor Eugène Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Delacroix nasceu numa família da alta burguesia, e seu pai chegou a ser ministro da república.

Frequentou os melhores colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Visitava quase todos os dias o Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.

Delacroix também se interessou por temas políticos da sua época. Sentindo-se culpado por participado nos acontecimentos do país, pintou "A Liberdade Guiando o Povo" (1830), um quadro banido na época mas que mais tarde o estado adquiriu e que foi exibido poucas vezes O certo é que a bandeira francesa tremulando nas mãos de uma liberdade destemida, prestes a saltar da tela, impressionou um grande numero de admiradores de arte e nao só.

Delacroix foi contratado para decorar o palácio do rei em Paris, o Palácio de Luxemburgo e a biblioteca de Saint-Sulpice. Nos seus últimos anos preferiu a solidão de seu atelier.

Fonte: Wikipedia

Leia mais sobre a obra de arte em Wikipedia, clicando aqui.

sábado, 4 de agosto de 2012

O PIBID UDESC Música na Escola Beatriz


PIBID promove a formação de docentes e a prática em Educação Musical

O PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – é um programa de iniciativa do governo federal, através da CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que, entre outros objetivos visa incentivar a formação de docentes em nível superior para a Educação Básica; contribuir para a valorização do magistério e elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura.

A Profª. Drª. Vânia Müller, coordenadora do PIBID MÚSICA da UDESC explica que o programa promove a integração entre a Educação Superior e a Educação Básica, já que através do PIBID os licenciandos são inseridos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes criar e participar de experiências metodológicas e práticas docentes inovadoras.


Através desta experiência, os estudantes têm a oportunidade de tomar parte de práticas interdisciplinares e superar problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. Vânia enfatiza que “outro aspecto extremamente positivo do PIBID é que ele oportuniza que o professor de Educação Básica da rede pública atue como co-formador dos futuros docentes, tornando-os protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério”.

O PIBID/Música é composto, hoje, pelos estudantes Carlos Schmidt, Eduardo Nicodemus, Fábio Mello, Filipe Maliska, Gabriel Bertuol, Jeasir Rego, Luíza Mantovani e Rafael Meurer, todos discentes do curso de música do CEART/UDESC. Com estes licenciandos, o programa vem inserindo atividades musicais em turmas da Escola Municipal Beatriz de Souza Brito, no Bairro Pantanal, em Florianópolis. “Nesta escola temos tido ótima receptividade, além do privilégio de estar, conviver e apreender com o seu cotidiano, compartilhando nossos desafios, anseios e prazeres do universo da Educação”, declara a professora da UDESC.


Além de orientações individuais, o grupo integrado por todos/as bolsistas se reúne semanalmente no Departamento de Música para ensaiar. A professora Vânia enfatiza a importância desta performance musical na formação de seus orientandos, pois “através de Recitais Didáticos nos colocamos de perto a enfrentar um dos desafios mais comuns na área da Educação Musical, que é elaborar modos de levar para a sala de aula, o prazer e a alta qualidade com que os estudantes se relacionam com música fora da escola, incluindo a universidade”. Outro objetivo deste grupo instrumental nas apresentações é oportunizar aos pibidianos de música, a experiência de envolver o público – seja infantil ou adulto –, ativamente, tocando em algumas músicas do repertório. Os Recitais Didáticos se realizam na escola parceira do programa, mas pretende ir também a outras escolas públicas da cidade.


“Acreditamos estar na direção apontada pela CAPES, através do PIBID: contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura”, conclui Vânia.

Interessados em conhecer o trabalho podem entrar em contato com a Profª. Drª. Vânia Müller pelo email vabem@yahoo.com.br

O PIBID UDESC Música se reúne no CEART às quintas-feiras. Veja mais fotos do PIBID UDESC Música clicando aqui.

Reproduzido de UDESC CEART Música
18 abr 2012


Fotos e Vídeo: Leo Nogueira Paqonawta (Professor Substituto da Sala Informatizada). Atividade do PIBID Música UDESC na EBM Beatriz de Souza Brito, realizada na Igreja/Capela Santo Agostinho em 31 de maio de 2012.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Diário Catarinense recebeu a visita da EBM Beatriz de Souza Brito

Alunos da EBM Beatriz de Souza Brito na redação do Diário Catarinense

O Diário Catarinense recebeu a visita da EBM Beatriz de Souza Brito, de Florianópolis

Na visita os alunos puderam conhecer o processo de produção do jornal

A EBM Beatriz de Souza Brito, de Florianópolis, visitou na terça-feira (12/06/12) a sede do jornal Diário Catarinense com o objetivo de conhecer o processo de produção e edição de um jornal de grande circulação, tendo em vista a qualificação do processo de elaboração de um Jornal Escolar (Notícias da Bia).

Os alunos foram recebidos pelo jornalista Marcos Castiel junto com a Coordenadora Pedagógica do Diário Catarinense, Vanessa S. Esteves. Segundo a professora Maria Izabel Hentz, que organizou a vinda dos alunos ao jornal, "foi tudo foi muito proveitoso, muito válido e nos propiciou muitas aprendizagens!" Foi um prazer recebê-los!

Confira o jornal produzido pelos alunos no 4º bimestre de 2011, clicando aqui.

Reproduzido de DC na Escola
14 jun 2012

Foto: DC na Sala de Aula / DC na Sala de Aula



Leia também:

“Célestin Freinet e Janusz Korczak, precursores do jornal escolar”, por Marco Aurélio Sobreiro (NCE/USP) clicando aqui.

“O Jornal Escolar e a livre expressão na visão de Célestin Freinet” (Fórum Paranaense de Educomunicação, 2011), por Luciane Justus dos Santos clicando aqui.

"Jornal escolar e vivências humanas: um roteiro de viagem", por Jorge Kanehide Ijuim (Tese de Doutorado, USP, 2002) clicando aqui.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alunos trocam cartas: escola BEATRIZ para escola ANÍSIO


Alunos trocam cartas: escola BEATRIZ para escola ANÍSIO

Nestas últimas semanas de junho, a professora Andressa incentivou a troca de CARTAS entre os alunos da E.B.M.Beatriz de Souza Brito e os alunos da E.B.M. Anísio Teixeira. Em tempos de emails, blogs, celulares com internet a troca de cartas serviu para apresentar formalmente o gênero CARTA. Estudar cartas que ficaram famosas (como a CARTA SUICÍDIO, de Getúlio Vargas) e muitas outras.

Também foi uma forma de "humanizar" ainda mais o contato entre as duas turmas que ainda não se conhecem pessoalmente. A emoção da escrita e do recebimento da carta do colega foi grande. Posteriormente, os alunos foram conferir no laboratório de informática o BLOG da turma. E o conteúdo das cartas versavam também sobre emails e endereço do Facebook. A próxima etapa é o encontro virtual!!!

25 jun 2012. Via Facebook SI Escola Anísio Teixeira

Veja mais fotos e leia os comentários dessa postagem acima na página de Publicações das oitavas séries ano 2012, e confira o que os estudantes pensam sobre o blog e essa forma de relacionarem com outra escola.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Parabéns aos alunos do "Beatriz" classificados para a 2a. Etapa da OBMEP


A Escola Beatriz parabeniza os alunos classificados para a 2a. Etapa da OBMEP - Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - que acontecerá em 15/09/12:

Nível 1

Mateus Caleb Rodrigues Rosa - T.63
João Lucas Costa da Silva - T.61
Douglas Sanana - T. 61
Roger Andrade de Anselmo - T.61

Nivel 2

João Victor Goulart - T.81
Geovane Orli Cipriano dos Santos - T.73
Gecieli Pereira de Oliveira - T.83
Josiele Rodrigues Fernandes - T81
Yurhy Fernandes de Melo - T. 72
Jeniffer Vieira Dmingues - T.72
Vitor Carneiro Tonera - T.83
João Carneiro Haas - T.71

Dando sequência a este trabalho a escola está convidando estes alunos a participar de um grupo de estudos com os demais colegas classificados. Os encontros acontecerão na escola nos meses de julho, agosto e setembro.

Edilton Luís Piacentini
Diretor

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Outono se foi e o Inverno chegou...



O Outono se foi e o Inverno chegou... E, na Escola Beatriz, as folhas de algumas árvores se foram também. Noutras árvores são as flores que chegam...











O planeta Terra possui quatro estações do ano (outono, inverno, primavera e verão). Isso se deve à diferença de radiação solar que incide sobre a superfície terrestre durante uma época do ano, fato provocado pelo movimento de translação (deslocamento da Terra em torno do Sol) e pela inclinação do eixo da Terra em relação ao plano orbital.

O Outono é uma estação caracterizada pelas noites mais longas que os dias. Outros fenômenos marcantes desse período são as mudanças bruscas de temperatura, diminuição da umidade do ar, a mudança na coloração das folhas das árvores (elas começam a “amarelar”), etc.

No Hemisfério Norte, o outono tem início no dia 23 de setembro e termina no dia 22 de dezembro; no Hemisfério Sul, essa estação do ano se inicia no dia 20 de março e termina no dia 20 de junho.

Durante essa estação ocorre a maioria das colheitas agrícolas, pois os produtos cultivados já estão bastante desenvolvidos. As folhas, com poucos nutrientes, além dos frutos bastante maduros, caem no chão. O outono é a estação de transição do verão para o inverno.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco

Graduado em Geografia


Fotos: Leo Nogueira